Resenha: A Startup Enxuta

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Sempre fui um cara cheio de ideias, tanto envolvendo coisas profissionais como apenas para diversão, não é a toa que gosto de ser desenvolvedor. Mas ultimamente venho escutando o seguinte comentário de diversas pessoas:

Uma ideia vale muito pouco sem alguém para executar.

Essa frase parece que foi escrita para mim, pois percebi que sou um criativo, não um executor. Então decidi virar o jogo.
Foi que então que recebi de amigos a indicação para ler o livro A Startup Enxuta (The Lean Startup) de Eric Ries, e foi com esse espírito que comecei minha leitura.

Estrutura

O autor foi extremamente didático na organização do livro. Eu que não tenho background na área de administração e consegui aproveitar bastante do conteúdo. O livro é dividido em três partes: Visão, Direção e Aceleração explicadas a seguir. Outro atrativo foram as histórias para contextualizar o aprendizado, algumas citando empresas bem atuais como Dropbox, Facebook, Kodak, IMVU, HP, Zappos e não poderia faltar a Toyota. Muitas informações tem fontes em sites e revistas que podem ser verificadas pelos links contidos no livro.

Definições

Na primeira parte, Visão, somos apresentados a diversos conceitos do ponto de vista do autor, sendo a definição sobre startup a mais importante:

Uma startup é uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza.

Pude reparar que a palavra chave de uma startup é a incerteza. O empreendedor deve aceitar que ele não tem certeza de uma ação até que ela seja aplicada e seus resultados medidos. A aplicação de métodos científicos faz-se muito interessante nesse contexto.

Por meio de um experimento, aqui chamado de MVP (minimum viable product), apresenta-se nossas suposições aos clientes reais. Depois de recolher os dados de feedback podemos assim atingir ao aprendizado validado, que é uma certeza com base em testes não apenas empírica.

Direção é o título da segunda parte. Nela foi analisado o método lean startup em detalhes, mostrando o ciclo do feedback: construir-medir-aprender. Por meio da suposição dos atos de fé, passando pela contabilidade associada a inovação, o empreendedor pode decidir pivotar ou perseverar em seu caminho.

Já na última parte, Aceleração o autor toca em situações que os empreendedores passarão depois de consolidar a startup, tais como tamanho das entregas, adaptação a mudanças, crescimento sustentável, manter a inovação. Tudo isso com o intuito de preservar o espirito de startup mesmo sendo uma empresa de grandes proporções.

Startup fora da garagem

O livro deixa bem claro que uma startup não necessariamente é uma “empresa de garagem”, ou como dizemos aqui no Brasil, “empresa de fundo de quintal”. O conceito de Lean Startup pode ser usado dentro de empresas grandes e consolidadas, ONGs e até no Governo. Basta para isso ter uma equipe independente agindo sobre um cenário de extrema incerteza. Fiquei bem motivado em saber que posso aplicar esses ensinamentos sem largar meu trabalho atual.

Fascínio total

Comecei a ler e não consegui parar, essa foi a verdade. Não só entendi a proposta como concordei com cada ponto. Realmente estudei com calma os tópicos. O próximo passo é colocar um MVP na praça para validar meu aprendizado.

Recomendo a leitura para aqueles que querem colocar seus sonhos no mundo real e não sabem por onde começar.

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